Comunidade Quilombola de Cabo Frio ganha Título de Propriedade no mês da Consciência Negra

Quinta-feira, 1 de Março

Após muita luta do movimento negro, foi titulado na manhã de 17 de novembro de 2011, a comunidade Quilombola Preto Forro, em Cabo Frio, beneficiando 13 famílias remanescentes de quilombo, cerca de 80 pessoas, que agora podem comemorar a propriedade da terra. O trabalho de titulação é do Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio (ITERJ), ligado à Secretaria estadual de Habitação.

Prestigiaram a cerimônia, realizada no campo de futebol da própria comunidade, além do presidente da Associação dos QUILOMBOLAS DO PRETO FORRO, Elias da Silva, uma série de autoridades, dentre elas a presidente do Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio de Janeiro (ITERJ), Elizabeth Mayumi Sone, a vice-prefeita de Cabo Frio, Delma Jardim, o superintendente regional do Incra, Gustavo Souto, o presidente estadual das comunidades quilombolas, Luiz Sacopã, o secretário executivo da Koinonia, Rafael Soares Oliveira, e o presidente do Conselho Estadual dos Direitos do Negro (CEDINE), Paulo Roberto do Santos.

Paulo Roberto disse que a titulação do quilombo representa uma luta histórica. Segundo ele, outros 33 quilombos no Estado do Rio esperam pelo mesmo reconhecimento: “O que acontece é que nem todos estão em terras do estado, como o Preto Forro, que demandou um estudo fundiário profundo a fim de prevenir que mais tarde ninguém viesse a reivindicar a propriedade", explicou.

De acordo ainda com o presidente do Cedine, a comunidade quilombola do Preto Forro foi a segunda a receber a titulação definitiva de uma área quilombola no Estado do Rio de Janeiro. A primeira foi a comunidade quilombola Campinho da Independência, em Paraty, no ano de 1999. A conquista, ocorreu no mês da Consciência Negra, quando estão programadas atividades por todo o estado, a chamada Agenda Única Rio Zumbi 2011, com o propósito de estimular a reflexão acerca de temas como preconceito, ações afirmativas e inclusão social, tal qual divulgar a história e cultura afro-brasileira.

Desdobramento importante da titulação dos quilombolas do Preto Forro, além da garantia da propriedade da terra, é a continuidade da etnia e de valores fundamentais de natureza cultural e histórica, a preservação do espaço de convivência da comunidade e de seus traços culturais construídos ao longo de gerações.

Fonte: ITERJ

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